« 6 garantias para desmaterializar os nossos direitos »: a tribuna da GamerGen

O debate alarga-se, e isso é uma boa notícia. No dia 3 de julho de 2026, dois dias após o anúncio da Sony sobre o fim da produção de discos, Eric de Brocart, fundador e diretor de publicação da GamerGen, publicou uma tribuna que teve grande repercussão. A sua ideia: não se limitar a lamentar o fim do disco, mas enquadrar o modelo digital para que o jogador aí conserve verdadeiros direitos. A sua fórmula resume tudo: « Se o disco vive os seus últimos anos, o nosso estatuto de cliente não deve extinguir-se com ele. »
A tribuna propõe seis garantias para « desmaterializar os nossos direitos » em vez de os deixar desaparecer. Aqui ficam, resumidas; convidamo-lo a ler a tribuna completa na GamerGen.
As seis garantias propostas
- Um direito de uso permanente, toda a compra deve garantir uma utilização duradoura do exemplar adquirido, e não um acesso revogável a qualquer momento.
- Um acesso garantido no tempo, o encerramento de uma loja não deve privar o jogador dos jogos que já pagou.
- A transferibilidade e a transmissão, poder oferecer, transmitir e revender o seu jogo, num quadro controlado.
- Compensação e perenidade do modo solo, um reembolso em caso de retirada, e modos offline preservados quando os servidores encerram.
- Uma transparência total antes da compra, a indicação clara da duração do acesso e das condições reais, antes de pagar.
- A conservação offline, o direito de descarregar uma cópia local e de a executar sem depender de servidores remotos.
A nossa leitura: uma convergência, não uma coincidência
Estas seis garantias coincidem, quase ponto por ponto, com aquilo que defendemos desde o primeiro dia. Dizem o mesmo que a nossa síntese das questões e as nossas pistas legislativas: o verdadeiro tema não é « disco contra download », mas o conjunto dos direitos que devem sobreviver à desmaterialização, uso duradouro, revenda, reembolso, transparência, preservação.
Quando um meio especializado, um coletivo de jogadores e uma iniciativa cidadã europeia (« Stop Destroying Videogames ») chegam às mesmas conclusões, já não se trata de um sentimento isolado: é um movimento. E um movimento tem peso, tanto mais quando a Europa prepara o seu Digital Fairness Act.
O fim do disco não obriga ninguém a aceitar o fim dos seus direitos. Seis garantias, um rumo claro: cabe-nos defendê-lo.
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Referências oficiais
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